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exposição
25.09—30.11.2025
Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas
Geoteluric Orisons of Saltborn Reveries

Geoteluric Orison of Saltborn Reveries junta uma série de trabalhos de três artistas da diáspora açoriana — ÇALO DO MAR E DA TERRA, a viver na França, Catarina Rego Martins, a viver na Holanda, e Alex Furtado, a viver no Canadá —, unidos pelo conceito de “Saltborn”, isto é, aqueles que, embora não vivam nas ilhas, mantêm uma conexão à sua geografia afetiva.

ÇALO DO MA E DA TERRA apresenta uma instalação sonora site specific que se inspira no folclore como uma prática comunitária e memória coletiva. Catarina Rego Martins expõe quatro peças que utilizam o design para criar códigos visuais, cuja leitura se circunscreve maioritariamente às pessoas das ilhas, de forma a repensar o turismo como nova referência identitária dos Açores. Alex Furtado mostra quatro trabalhos que abordam a experiência da emigração açoriana na América do Norte, explorando o sentimento de ausência e espectralidade no conceito de “casa”, explorando o sentimento de ausência e de uma casa fantasma.

Esta exposição tem como inspiração o fenómeno Fata Morgana, uma ilusão óptica que distorce e redefine o que é visível no distante horizonte — uma metáfora central para a instalação e iluminação das peças, propondo múltiplas e variáveis leituras da identidade ilhéu. A localização das obras e a atmosfera visual estão pensadas de forma a evocar essa ilusão de suspensão, onde a memória e o sentimento de pertença se tornam percepções mutáveis.


Curadoria CARA LAVADA (António Nesil, Daniela Medeiros e Rui Filipe Sousa)

Obras em exposição

Alex Furtado (Nova Comissão)
Homonym (2025)
Os homónimos são um conceito linguístico partilhado entre línguas, definido como duas ou mais palavras que têm a mesma grafia e/ou pronúncia, mas contêm em si significados diferentes. Entre escultura e performance, Homonym materializa esta ideia através da presença de cinco mulheres, sentadas no mesmo banco.

Catarina Martins (Nova Comissão)
Destino à Venda (2025)
Uma instalação composta por quatro trabalhos que recorrem ao design para criar códigos visuais sobretudo legíveis para os ilhéus. Ao transformar objetos do quotidiano, reinventar guias, encenar um posto de turismo e promover São Miguel como destino, é proposta uma leitura irónica do turismo enquanto novo marcador identitário dos Açores.

ÇALO DO MAR E DA TERRA (Nova Comissão)
E Dançam os Mantos sobre o Solo das Lendas (2025)
Recorrendo a algoritmos generativos, a obra cria uma paisagem sonora viva e em constante mutação, onde os elementos culturais e naturais do arquipélago se fundem numa experiência imersiva e interativa.