Visita guiada com os curadores.
A exposição reúne três artistas da diáspora açoriana unidos pelo conceito de “Saltborn”: aqueles que, apesar de não viverem nas ilhas, permanecem enraizados na sua geografia afetiva.
Os seus trabalhos atravessam som, design e artes visuais: o folclore surge como prática viva de comunidade e memória; o turismo é reformulado como um novo marcador de identidade através de códigos visuais legíveis sobretudo para açorianos; e a experiência diaspórica na América do Norte é evocada em reflexões sobre ausência e desejo de uma casa fantasma.
A exposição inspira-se no fenómeno da Fata Morgana, uma miragem ótica que distorce e redefine o que é visível no horizonte distante — metáfora central para a instalação e iluminação das peças, propondo leituras múltiplas e variáveis da identidade da ilha. A disposição das obras e a atmosfera visual são concebidas para evocar essa ilusão flutuante, onde memória e pertença se tornam perceções mutáveis.