Com performance do Grupo Folclórico de São Miguel e ativação da peça Homonym, de Alex Furtado.
Geoteluric Orison of Saltborn Reveries junta uma série de trabalhos de três artistas da diáspora açoriana — ÇALO DO MAR E DA TERRA, a viver na França, Catarina Rego Martins, a viver na Holanda, e Alex Furtado, a viver no Canadá —, unidos pelo conceito de “Saltborn”, isto é, aqueles que, embora não vivam nas ilhas, mantêm uma conexão à sua geografia afetiva.
ÇALO DO MA E DA TERRA apresenta uma instalação sonora site specific que se inspira no folclore como uma prática comunitária e memória coletiva. Catarina Rego Martins expõe quatro peças que utilizam o design para criar códigos visuais, cuja leitura se circunscreve maioritariamente às pessoas das ilhas, de forma a repensar o turismo como nova referência identitária dos Açores. Alex Furtado mostra quatro trabalhos que abordam a experiência da emigração açoriana na América do Norte, explorando o sentimento de ausência e espectralidade no conceito de “casa”, explorando o sentimento de ausência e de uma casa fantasma.
Esta exposição tem como inspiração o fenómeno Fata Morgana, uma ilusão óptica que distorce e redefine o que é visível no distante horizonte — uma metáfora central para a instalação e iluminação das peças, propondo múltiplas e variáveis leituras da identidade ilhéu. A localização das obras e a atmosfera visual estão pensadas de forma a evocar essa ilusão de suspensão, onde a memória e o sentimento de pertença se tornam percepções mutáveis.
Curadoria CARA LAVADA (António Nesil, Daniela Medeiros e Rui Filipe Sousa)